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  • Eduardo Martín Sturla - Florianópolis 2011 - 4X IRONMAN CHAMPION
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Uma linha tênue

Monday, 03 de November de 2014

Eduardo Sturla

Para mim a definição de "triatleta profissional" é um atleta que é capaz de viver 100% do esporte. Sua vida é baseada em treinar, descansar, comer, dormir, competir, ganhar dinheiro em provas e com os patrocinadores. Se você não faz nada além disso, você é um atleta profissional.

Eu fui triatleta profissional por muitos anos. Eu vivia para competir e tive patrocinadores incríveis ao longo da minha carreira. Me sinto feliz por ter tido essa oportunidade considerando que era um triatleta profissional na América do Sul, o que torna a tarefa um pouco mais difícil. Eu já mencionei em posts anteriores o que eu tinha que fazer para treinar, certo? Como pedalar em um circuito de 1,2 km ou ser impedido de utilizar a única pista de atletismo disponível na minha cidade porque eu não fazia um esporte olímpico ou durante meus treinamentos de corrida ouvir as pessoas gritarem na rua "vai buscar um trabalho” e coisas do tipo. Mas quando eu olho para trás eu vejo o quão afortunado eu sou por encontrar pessoas e empresas que me deram não só apoio financeiro para praticar esse esporte, mas também apoio emocional para seguir em frente. Eu tenho um grande apreço por essas pessoas e é indiscutível que todas elas são parte da minha carreira como atleta. Mas desde que me mudei para a Austrália as coisas mudaram um pouco de figura. Precisava me concentrar em “viver” mais do que competir. Precisava colocar a minha vida em ordem mais do que treinar para ir mais rápido.

Meus primeiros meses em Melbourne foram difíceis. Precisei perceber que ser um atleta profissional talvez não fosse mais uma opção. Depois de fazer isso e, APENAS isso, por 25 anos foi um pouco confuso entender por onde recomeçar. Eu sabia que a prioridade já não era competir e, além disso, eu sabia que meu corpo já estava envelhecendo. Eu não consigo recuperar de treinos duros e intensos como antes. Eu estava cansado desse sentimento de exaustão, não conseguia mais andar !! Acreditem era mais fácil correr !! Eu sentia que precisava dormir por dois anos para me recuperar de tudo o que estava no meu corpo e isso não era um bom sinal.

Durante esse tempo eu encontrei o apoio da minha esposa Renata, ela sempre me disse que o esporte era parte de mim e, claro, que o dia de aposentar iria chegar. Nós sempre soubemos disso mas não se sabe bem QUANDO isso vai acontecer. De alguma forma, você diz para si mesmo: "ok, mais um ano" e depois "ok, mais uma prova", mas daí chega um ponto em que você não quer se transformar em um troféu. Eu não quero correr "pro" só para dizer que eu sou um profissional. Eu sei o que eu fiz no esporte e os resultados que eu tive, e as parciais que costumava fazer, mas não há nada o que fazer com a idade. A Renata me ajudou a perceber que não é ruim parar de competir como profissional, mas por que não considerar competir como amador? As expectativas mudam, não tenho nenhuma pressão além da minha (que a esta altura já é o bastante), mas o principal: as prioridades mudaram. Por outro lado, finalmente estou vivendo em um lugar que me dá todas as condições para treinar, aqui se respira esporte, então por que eu vou parar?

Esse “negócio de competir amador” ficou na minha cabeça. Então eu decidi dar um tempo ao tempo. Voltei a treinar como eu queria, organizei a minha rotina de trabalho, finalmente sinto que Melbourne é mais a minha casa e eu ainda tenho alguns patrocinadores que me incentivaram a seguir em frente. Depois de vários meses pensando percebi que o meu amor pelo esporte é maior do que o meu ego. Então, dia 16 de novembro eu vou competir a minha primeira prova na faixa etária de 40-44 anos, o Challenge Shepparton. Me sinto renovado, não tenho idéia de como é ter centenas de pessoas na minha frente. Vou tentar o meu melhor e vamos ver o que acontece.

Há uma linha tênue entre ser um atleta profissional e amador nesse esporte. Na minha cabeça, eu agora vivo uma vida de amador. Eu treino porque eu amo o esporte, porque eu amo viver em Melbourne, onde eu tenho toda a estrutura para treinar. Minha nova paixão é ser coach, que é o que eu faço na maior parte do meu tempo e eu tenho que ser realista com as minhas novas prioridades da vida. Estou feliz com esta decisão e eu estou curtindo o processo. E como eu sempre digo: nunca desista do que te faz feliz.

Tenho orgulho de assumir esta nova fase na minha vida e espero me divertir e por que não, talvez ganhar algumas provas?

NEVER GIVE UP!
Abraço,
Eddie Sturla

Publicado por: Sturla Performance II
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